Galeria White Cube traz arte internacional à Vila Mariana

Galeria White Cube traz arte internacional à Vila Mariana

O principal atributo da Vila Mariana é ser residencial e familiar, mas são seus spots culturais interessantes que atraem habitantes de outras redondezas.  Grandes faculdades, escolas tradicionais e até mesmo templos budistas e espaços para arte agregam importância ao bairro e o integram à rota do fim de semana. Há mais de um ano, a região ganhou mais uma atração de peso: a White Cube, maior galeria de arte do Reino Unido, instalou-se no bairro.

Inaugurada no final de 2012, foi uma das primeiras galerias internacionais a instalar-se na capital paulistana. O espaço original de Londres tem o objetivo de receber mostras de renomados artistas estrangeiros e gerar um fluxo de trocas culturais com outras unidades pelo mundo. A casa convertida em galeria apresenta 298 metros quadrados e foi projetada pelos estúdios MatthewsArchitects e Gru, um londrino e outro brasileiro, respectivamente.

A gerente da galeria no Brasil, Roberta Mahfuz, ressalta o grande benefício que é poder receber obras de artistas tão especiais como os representados pela White Cube internacionalmente. Em Londres, são os nomes de prestígio Damien Hirst, Marc Quinn, Anselm Kiefer e Gilbert & George que fazem parte do time. Para o Brasil, ter uma unidade da galeria permite que Roberta e a diretora Karla Meneghel façam a ponte neste intercâmbio artístico e ajudem a eleger criadores e obras locais para exposições na sede londrina e outras filiais no mundo.

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Obras de renomados artistas estrangeiros podem ser apreciadas na galeria da zona sul de São Paulo.

Mahfuz atenta que a galeria recebe os visitantes gratuitamente e tem integração total com o funcionamento e direção da unidade inglesa, apresentando coerência em suas temáticas e no cronograma. Em setembro, quem visitar o espaço irá se deparar com a primeira mostra individual do artista Theaster Gates no Brasil.

Nome quente na nova cena das artes, o artista de Chicago é múltiplo. Militante negro, ativista social e urban planner  – Gates ajudou a reabilitar um bairro para abrigar artistas em sua cidade natal. Todas essas características são refletidas em suas obras, que o público poderá conferir na galeria. Gates foi revelação da última Documenta, em Kassel, e sua exposição na matriz londrina também foi destaque na Frieze Art Fair.

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Theaster Gates é um dos nomes mais interessantes da cena artística dos Estados Unidos.

Um dos grandes questionamentos do trabalho atual de Theaster Gates são os Estados Unidos na era Barack Obama. “My Back, My Wheel and My Will” é o nome da exposição em cartaz em São Paulo, que conta com obras inétidas, mas que dialogam com a Documenta de Kassel.

Mais sobre o artista disponível em seu site pessoal.

www.whitecube.com
Rua Agostinho Rodrigues Filho, 550
Horário: de terça a sábado, das 11h às 19h

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