Desvendando o universo kitsch na decoração

Desvendando o universo kitsch na decoração

A palavra kitsch é de origem alemã e comumente utilizada para designar objetos de estética vulgar e com estilo fora do seu tempo ou época. O termo, que muitas vezes é usado de forma pejorativa para designar o gosto popular exacerbado, com tendência ao acúmulo de elementos e cores, vem ganhando novos adeptos que enxergam no kitsch um toque cool.

O excêntrico em alta

Num movimento recente, a exuberância e excentricidade do kitsch começaram a ser valorizadas por meio de um novo julgamento dos amantes da decoração criativa. Elementos como pinguim de geladeira, peças religiosas usadas em outros contextos, anões de jardim, flores de plástico, jarras de bico de jaca, entre outros que imitam objetos mais refinados sem ser começam a ser aplicados em decorações elogiadas, como focos de graça e descontração. Tudo é sempre bastante vivo e colorido tornando os ambientes alegres e inusitados.

É kitsch, mas de extremo bom gosto

É ali no Jardins, em São Paulo, no quadrilátero mais charmoso da região, que se “esconde” o reduto kitsch da cidade.  Uma loja onde se pode encontrar de tudo um pouco, mas originalidade e excentricidade são palavras de ordem.

O espaço é o Coisas da Doris, e Doris, a proprietária, é a responsável pela curadoria de marcas e objetos, podendo ser considerada uma percursora da invasão do kitsch ao universo do bom gosto. Os elementos coloridos permeam o ambiente e Doris mostra como ninguém como uma cabeça de alce pode ficar cool e refinada.

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Decoração afetiva ou simplesmente ornamental?

Levar o kitsch para a decoração é torná-la lúdica, bem humorada, criando uma mistura de cores e épocas.  Para ser caracterizada com tal estilo é fundamental o acúmulo de peças e a sensação de inadequação ao local ou fase. Mas é importante salientar que nem toda coleção ou acúmulo pode ser considerado como kitsch. Marcelo Rosembaun, arquiteto que cria ambientes sempre mencionados na descrição do estilo, uma vez comentou em entrevista à Revista Época: “Elementos que não surgiram de uma hora para a outra não são kitsch. Fazem parte da memória”. E é assim que interpreta seu estúdio de decoração exótica.

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Letreiro em neon, é kitsch mas é cool. (Fonte: The Selby)

 

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