Como montar o home theater dos sonhos

Como montar o home theater dos sonhos

Sentar-se diante da TV para assistir seu filme predileto pode se tornar uma verdadeira experiência sensorial. Do silêncio total entre as falas às mega-explosões com efeitos especiais, a qualidade das imagens, do som e o conforto do ambiente afetam os sentidos do telespectador. E para ampliar todas estas sensações, nada melhor que um bom e potente sistema de home theater.

Nesta missão de trazer o cinema para dentro de casa, a única restrição que você terá no caminho é o investimento, que pode variar de R$ 1 mil até R$ 30 mil – sem a televisão. Mas antes de pensar em abrir a carteira, é interessante entender como os dispositivos funcionam, quais são essenciais e como eles vão garantir a sua diversão.

O único obstáculo entre você e o home theater dos sonhos é o investimento. O céu é o limite - Foto: gsloan / Flickr (Creative Commons)

O único obstáculo entre você e o home theater dos sonhos é o investimento – Foto: gsloan / Flickr (Creative Commons)

De acordo com Renato Rocha, proprietário da New Home Solutions, o primeiro fator a se levar em conta é descobrir qual tipo de equipamento se encaixa melhor com a sua sala. “Existem dois tipos de home theater no mercado, sendo que um já vem com tudo pronto e o outro é customizável,” disse ele.

Segundo o especialista, o primeiro deles, o integrado, é aquele encontrado em lojas de departamentos, que já vem completo, tem fácil instalação e custo menor, com modelos a partir de R$ 1.500. A sua potência, porém, é limitada. “Neste caso, é interessante verificar se o sistema já vem com Blu-ray player, que, com a ascensão dos televisores de alta definição, se tornou essencial”, completou ele.

O outro tipo citado por Rocha é conhecido como “dedicado”, em que o usuário pode comprar cada peça separadamente. Com valor maior e necessidade do auxílio de um projeto de automação, este tipo de sistema tem infinitas possibilidades de personalização.

Veja a seguir o checklist que preparamos com tudo o que não pode faltar na hora de montar seu home theater. E não se esqueça: mesmo munido das dicas, a consultoria de um profissional é essencial.

O básico

Embora possa variar, o kit básico para montar um home theater é formado por televisor, tocador de DVD ou Blu-ray, receiver (que gerencia a imagem e o áudio do home theater) e o sistema de som 5.1, formado por cinco caixas acústicas e um subwoofer. Confira como cada um destes itens pode melhorar a performance de seu “cinema” pessoal.

Televisor: Qualidade e tamanho em relação ao ambiente são parâmetros importantes na hora da escolha. Ter uma TV de pelo menos 32” é essencial, mas um aparelho muito grande em um cômodo pequeno pode gerar desconforto à visão e até dores no pescoço. Para saber a distância ideal entre o sofá e a televisão, a SMPTE (Society of Motion Picture and Television Engineers) recomenda um cálculo em que multiplica-se o tamanho da tela, em polegadas, por 4,14, obtendo o espaço em centímetros. Por exemplo, se você pretente comprar um televisor de 47”, saiba que é necessário cerca de 1,94 m de distância até a poltrona para aproveitar o melhor de sua nova tela.

Os modelos atuais de 1080p de resolução podem ser substituídos em breve pelo 4K Ultra HD, com quatro vezes mais definição que o Full HD. Foto: divulgação / Sony

Os modelos atuais de 1080p de resolução serão substituídos em breve pelo 4K Ultra HD, com quatro vezes mais definição que o Full HD. Foto: divulgação / Sony

 

Quanto à velha dúvida sobre os televisores de LCD e de Plasma, Renato Rocha dá a dica: “Atualmente, pelo volume de  produção e tecnologia, o LCD de LED é o mais aconselhável. A taxa de contraste  – diferença entre o branco e preto, que é importante para reproduzir as imagens mais escuras –  deste tipo de aparelho já é superior aos modelos de plasma, até então melhores. Usando painéis translúcidos, elas (as “TVs de LED”) também ocupam menos espaço e são bem mais leves que as demais”, definiu o especialista.

Investimento: de R$ 1.5 mil a R$ 40 mil

Receiver: Se a televisão simbolizasse os olhos do home theater, o receiver seria seu cérebro. Em sua base ficam ligados todos os equipamentos de áudio e vídeo. Caixas acústicas, videogames, Blu-ray players e outros dispositivos de digitais, como o Apple TV, só funcionam harmonicamente por causa desta central. “Hoje em dia, uma boa central deve ter recursos capazes de colocá-la diante da atual realidade do mercado. Sua disposição deve ter entradas HDMI suficientes para acomodar todos os dispositivos da sala, ter acesso à internet, conexões sem fio (wireless), Blu-ray Player e que tenha atualização para o 4K, formato de alta definição que tem capacidade estimada quatro vezes maior que o atual Full HD,“ disse o especialista.

Os receivers mais atuais da Pioneer já vem preparados para o 4K Ultra HD, streaming de música via Pandora e tecnologia AirPlay. Foto: Divulgação / Pioneer

Os receivers mais atuais da Pioneer já vem preparados para o 4K Ultra HD, streaming de música via Pandora e tecnologia AirPlay. Foto: Divulgação / Pioneer

Compatibilidade com aplicativos que permitem que o sistema seja controlado por smartphones e tablets, além de ser receptivo à tecnologia 3D também são requisitos considerados básicos para novos aparelhos. “Outro fator que influencia o desempenho é a potência do receiver. Não recomendo os que tenham menos de 90watts,” afirmou Rocha.

Investimento: de R$ 2.5 mil a R$ 10 mil

Caixas acústicas: essência do poder do home theater, o som é um dos itens que tem mais possibilidades de customização. Grandes ou pequenas, as caixas acústicas podem ficar visíveis ou podem ser embutidas nas paredes ou teto da sala. Para a segunda opção, é necessário contratar um profissional especializado. “Na configuração mais comum, há as caixas frontais, posicionadas na frente do espectador, posicionado abaixo do televisor; as duas laterais, entre o sofá e a televisão; e o surround (caixas traseiras), que vem de trás do espectador reproduz os efeitos da cena,” completou o especialista.

Em vários tamanho e modelos, as caixas acústicas são responsáveis pela potência do sistema - Foto: LG / Flickr (Creative Commons)

Em vários tamanho e modelos, as caixas acústicas são responsáveis pela potência do sistema – Foto: LG / Flickr (Creative Commons)

Além disso, há também o subwoofer, a maior caixa do sistema, que normalmente fica no chão devido à vibração, pois gera as baixas frequências de som, como os graves. A sua função é complementar os canais acústicos das caixas frontais.

Neste caso, antes de escolher quais dispositivos vão formar seu home theater, é importante calcular se a potência do seu aparelho é compatível com a sua sala. Se não houver um equilíbrio, o seu ambiente pode sofrer de um fenômeno chamado reverberação prolongada, em que o som permanece por um longo período no ambiente, causando longos ecos pelo cômodo.

Para Rocha, sistemas de 1000 watts podem ser usados em uma sala de até 20 metros quadrados. “Ao contrário do que costuma ser dito, a potência a ser considerada é a RMS e não a PMPO, como é divulgada em sistemas de som convencionais. A potência de pico, real, é a RMS”, completou.

Investimento: de R$ 2 mil à R$ 30 mil (com reformas e caixas embutidas)

Móveis: mesmo não fazendo parte da parafernália eletrônica, possuir assentos confortáveis é um dos pré-requisitos para que a experiência que o home theater proporciona seja completa. A recomendação dos especialistas é de que as poltronas ou sofás tenham a distância mínima de três metros da tela, que deve estar alinhada com os olhos do espectador.

Um sofá confortável e na distância correta é vital para aproveitar seu filme ao máximo - Foto: Viet Hoang / Flickr (Creative Commons)

Um sofá confortável e na distância correta é vital para aproveitar seu filme ao máximo – Foto: Viet Hoang / Flickr (Creative Commons)

Já na hora de escolher o rack ou a estante – móveis mais usados em home theaters – , é necessário observar se o móvel poderá acolher todos os equipamentos, levando-se em conta a ventilação, acesso a tomadas e lugar para organizar os Blu-rays.

Investimento: a partir de R$ 1 mil

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