Como lidar com vazamentos e infiltrações no apartamento

Como lidar com vazamentos e infiltrações no apartamento

Tudo começa com uma pequena mancha escura no teto ou na parede. Em pouco tempo, ela vai tomando forma e meses depois lá se vão seu dinheiro, paciência e uma pequena parte do que era o seu apartamento em uma grande reforma. Mesmo não sendo exatamente nesta ordem, o roteiro para vazamentos e infiltrações não costuma ter um final feliz.

Provocadas algumas vezes por imprudência e outras por falta de sorte, estas falhas na estrutura invisível da casa podem afetar não só a sua vida, mas também a de vizinhos e, em alguns casos, até mesmo de todo o prédio.

Razões para o pinga pinga

De acordo com Mário Borba, diretor técnico da Canumã, há duas razões mais comuns para ter que conviver com vazamentos e infiltrações: canos velhos ou mão de obra desqualificada.

“Canos com idade avançada, muitas vezes feitos em ferro fundido ou galvanizado, acabam ficando sujeitos a provocar vazamentos a qualquer momento. A má qualidade da mão de obra empregada em reformas e/ou trocas de canos danificados também pode provocar falhas nas tubulações”, afirmou o especialista em gestão de recursos hídricos.

O tipo de encanamento mais aconselhado por profissionais do segmento é o feito em cobre, que além de ter maior resistência, não sofre variações em sua estrutura usando água quente ou fria.

Mas como evitar que o vazamento aconteça? De acordo com o diretor de condomínios do Secovi-SP  (Sindicato da Habitação), Sérgio Meira, é preciso estar atento a qualquer mudança nas paredes e teto, que costumam denunciar a necessidade de uma intervenção.

Tipos de vazamento

Segundo Meira, há dois tipos de vazamentos mais comuns em apartamentos. Os mais fáceis de identificar são os que acontecem nas caixas de alimentação, na parte interna da casa, pois normalmente ficam visíveis, como os sob os forros de gesso, que acabam embolorando, e nas paredes e azulejos, que também começam a mofar.

Outras disfunções, como nos vasos sanitários, torneiras e válvulas quebradas, também se encaixam no tipo “fácil” de vazamento.

Manchas escuras, bolores e a queda da tinta são alguns dos sinais que denunciam infiltrações ou vazamentos escondidos nas paredes (foto: shutterstock)

Manchas escuras, bolores e a queda da tinta são alguns dos sinais que denunciam infiltrações ou vazamentos escondidos nas paredes (foto: shutterstock)

“Os mais difíceis acontecem na coluna do edifício, que é o cano que abastece cada subestação do prédio. Como não ficam aparentes, os vazamentos são descobertos depois de muito tempo, quando um profissional é chamado para procurar pelo problema”, falou o diretor do Secovi-SP.

Para Mário Borba, o único modo para se ter certeza de que nada está errado é fazer a manutenção preventiva do encanamento. Este diagnóstico, de acordo com ele, pode ser feito de duas formas. “Atualmente, há duas maneiras de identificar possíveis vazamentos. A primeira, mais rápida e segura, é fazendo testes com equipamentos, pois dessa forma é possível localizar o ponto exato do problema sem quebras desnecessárias. A outra é quebrando pisos e paredes até achar o vazamento”, completou.

Contratando a mão de obra

Destacado anteriormente como um fator de risco para problemas futuros, a contratação de mão de obra deve ser observada de maneira criteriosa. Mesmo que não seja necessário quebrar paredes, ter o contato de um arquiteto e um encanador de confiança é fundamental.

“É imprescindível ter uma boa indicação de um profissional de confiança, afinal, o serviço – muitas vezes – será feito dentro da parede. Observar como o encanador programa as etapas do trabalho também é importante, já que em um condomínio há algumas regras que devem ser seguidas, como o horário em que haverá barulho, se será necessário cortar a água e também o transporte dos materiais”, disse Meira.

Borba, por sua vez, ressalta a importância de exigir a qualificação e credenciais de quem ficar responsável pelo conserto. “Qualquer cidadão deveria contratar profissionais que estejam registrados ou que tenham empresa aberta, para que, além de segurança no trabalho, possam oferecer nota fiscal e garantia dos serviços prestados”, alertou ele.

 O problema é de quem?

Quando se trata de vazamentos ou infiltrações em condomínios, muita gente acaba ficando na dúvida sobre quem, de fato, é o responsável por ter de pagar a conta. Dependendo do andar, a  dívida poderá ir para o vizinho, para o condomínio ou acaba no próprio bolso.

“Quando há vazamento nos ramais de água e de esgoto, em geral, a responsabilidade acaba sendo do condômino. E neste caso, o apartamento de cima é quem provoca prejuízos no de baixo. Então, é ele quem deve pagar. Já quando o problema acontece nas colunas,  o edifício é quem deve arcar com os custos do conserto ”, completou o diretor da Canumã.

Então fique preparado. Ao menor sinal de que algo esteja errado no encanamento, procure alguém de confiança para lhe dar um bom diagnóstico, a fim de evitar maiores transtornos. Este é o melhor caminho para não “inundar” a casa.

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