Acessibilidade na decoração

Acessibilidade na decoração

Acessibilidade se tornou uma palavra obrigatória no mundo de hoje, pois é fundamental que as pessoas deficientes consigam exercer sua cidadania. Porém, é preciso lembrar que garantir um ambiente acessível a todos não é apenas uma condição da porta da rua para fora.

Devemos aplicar esse conceito na decoração das nossas residências, mantendo, claro, a sofisticação e o charme do lugar.

“O primeiro item de um lar acessível são as portas, que devem ter largura superior a 80 centímetros. Geralmente, as portas internas das casas costumam ter 70 cm de largura, daí a importância de uma pequena reforma para alargá-las. Instalar barras nas portas ajuda os cadeirantes a abri-las. Também é necessário deixar um espaço grande entre os móveis, para que o cadeirante ou pessoa com mobilidade reduzida possa circular com maior facilidade”, diz a arquiteta Carmen Calixto.

Outro passo importante na reforma é garantir que a casa não tenha nenhum desnível entre os ambientes. O melhor é evitar armários altos e investir em móveis mais baixos, para que o cadeirante não dependa de outras pessoas para pegar os itens que necessita. Nas mesas de refeições, sempre deixar uma área vaga, com dimensões apropriadas para a aproximação da cadeira.

 

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Nos banheiros, procure fixar barras de apoio próximas aos vasos sanitários e na área do chuveiro. Para realizar essa adaptação de forma correta, é importante consultar a NBR 9070, que possui todas as especificações de banheiros para cadeirantes. “Deve-se atentar também para a largura do box. Em banheiros muito pequenos, sugiro tocar o modelo de box, para um que permita maior abertura e ausência de perfil inferior ou, caso não seja possível, trocar o box por cortina. As pias também devem ser mais baixas e permitir a aproximação da cadeira.  Para isso, devemos evitar testeiras altas e armários embaixo das pias”, complementa Carmen.

Já a arquiteta Simone Rocha lembra que hoje já existem diversos produtos no mercado, como torneiras, cubas e bacias, que garantem acessibilidade universal sem deixar de lado a preocupação com a estética.

Para reformar a área é muito importante contratar um profissional competente, que tenha acesso à NBR 9070 e possa adaptar o apartamento da melhor maneira possível.

“Precisamos garantir espaço suficiente para circulação e manobra do usuário. Lembrando que a acessibilidade deve levar em conta não só as pessoas com cadeira de rodas, mas também aquelas com andadores, bengalas e dificuldades de locomoção em geral”, completa Simone.

Uma boa alternativa para apartamentos pequenos pode ser uma reforma para integração dos espaços, minimizando a quantidade de portas e manobras necessárias para passagem de um ambiente a outro. “A distribuição dos móveis também deve ser avaliada, para não constituir barreiras na circulação. Uma decoração minimalista, com menos peças, pode ajudar neste sentido”, acrescenta a arquiteta.

 

 

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